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Senadores querem saída de Temer da Presidência e realização de eleições

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O Plenário do Senado foi movimentado nesta quinta-feira (18) pelos sucessivos discursos de parlamentares que exigiram a renúncia do presidente da República, Michel Temer, e a sua substituição através de eleições diretas. Os pronunciamentos substituíram a ordem do dia, que foi cancelada.

Temer é acusado de avalizar pagamentos ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que ele não firmasse delação premiada com a Polícia Federal. Os pagamentos foram feitos através de contatos entre emissários dos irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo empresarial JBS, e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), aliado do presidente.

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) afirmou que as denúncias evidenciam o cometimento de crime de responsabilidade pelo chefe do Executivo, o que deve ensejar a sua saída do cargo.

– Não é uma delação apenas de ouvir dizer, está amparada em um áudio. É de se perguntar: o Brasil está sendo governado por uma quadrilha? O presidente da República é um chefe de quadrilha? – indagou a senadora

1 comentário em "Senadores querem saída de Temer da Presidência e realização de eleições"

    José Barros
    20/05/2017 às 10:10

    Os que defendem eleições diretas já, sabem perfeitamente que essa medida é inconstitucional. Para torná-la possível é necessária uma Proposta de Emenda Constitucional – PEC, e os defensores sabem que não existem maioria. Caso a PEC fosse aprovada, os partidos realizariam convenções, registro de candidaturas, o tempo está passando, demora,gastos com as eleições, cujos recursos não constam no Orçamento Geral da União, chegaríamos em 2018, ano de eleições. Pois bem esses defensores estão jogando para a plateia. O único beneficiado com esse propósito seria LULA, pois eleito, todos os processos contra ele ficariam suspensos. O Brasil é presidencialista, não é uma República parlamentarista na qual os assuntos dessas magnitude tramitam rapidamente. Detalhe 1: o eleito assumiria para um mandato tampão. Detalhe 2: Caso Temer seja afastado, eleições indiretas via Congresso Nacional (Colégio Eleitoral, sim o velho Colégio), e o eleito terminaria o atual mandato em dezembro de 2018. Parem com a hipocrisia; chega de canalhice.

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