Ministro diz que declarações são fruto de uma “tensão natural”
- Publicado por Robson Pires - Em Notas - 27 jan 2012 - 16:30 -
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou nesta sexta-feira (27) que o governo precisa de “serenidade” e “maturidade” para enfrentar a crise com o PMDB.
O petista afastou o risco de rompimento, mas se esquivou de dizer se o partido aliado será mantido no comando do Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas) e da Transpetro (subsidiária da Petrobras).
Carvalho disse que as ameaças feitas ao Planalto pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), devem ser encaradas como “tensão natural” nas relações com a bancada governista.
“As relações com os partidos aliados ao governo são sempre dinâmicas. Ora estão em lua de mel, ora estão em crise. É natural isso. A gente tem que ter muita serenidade”, afirmou.
“É natural que haja aqui uma rusga com este ou aquele partido, mas temos que ter maturidade, serenidade e confiança de que a gente vai continuar caminhando no processo de diálogo.”
O ministro não quis comentar as ameaças de Alves, que afirmou que não interessava ao Planalto comprar briga com o PMDB. “Eu não estava em Brasília. Qualquer manifestação desta natureza tem que ser entendida com naturalidade, como uma tensão natural do processo”, disse.
Ao ser questionado se a presidente Dilma Rousseff ficou irritada com as declarações do aliado, respondeu: “Não vou comentar isso”.
Segundo Carvalho, a presidente é quem escolherá os novos titulares do Dnocs e da Transpetro, focos da rebelião dos peemedebistas. “A presidente Dilma está analisando isso e tomando as medidas e soluções que são boas para nós”, disse.


