Quem sabe de mim, sou eu!

— Robson Pires
24/set/2017

Batata dá luz


Por Robson Pires, em

O pesquisador Haim Rabinowitch e seus colegas dedicaram os últimos anos para tentar criar aparelhos “movidos a batata” – extraindo energia elétrica do tubérculo.

A ideia parece absurda, mas o cientista da Universidade Hebraica de Jerusalém em Israel, diz que, com placas de metal, fios e lâmpadas, é possível gerar energia assim.

“Uma batata tem potência suficiente para iluminar um quarto com lâmpada LED por 40 dias”, diz o Rabinowitch.

Os princípios desta técnica já são ensinados há anos nos colégios e conhecidos desde 1780, quando o italiano Luigi Galvani fez as primeiras experiências do tipo. Mas a tecnologia desenvolvida em laboratório aumenta muito a potência.

A bateria com material orgânico é criada com auxílio de dois metais: um ânodo (um metal como zinco, com eletrodos negativos) e um cátodo (cobre, que possui eletrodos positivos). O ácido dentro da batata forma uma reação química com o zinco e o cobre que libera elétrons, que fluem de um material para o outro. Nesse processo, a energia é liberada.

Em 2010, os cientistas da universidade de Jerusalém começaram a fazer experiências com diversos tipos de batatas para descobrir como aumentar a eficiência energética.

Eles descobriram que uma medida simples – cozinhar as batatas por oito minutos – quebra os tecidos orgânicos e reduz a resistência, facilitando o movimento dos elétrons e produzindo mais energia.

Outra mudança pequena – fatiar a batata em quatro ou cinco pedaços – aumentou a eficiência energética em até dez vezes.

Esses testes conseguiram comprovar que pode ser economicamente viável usar as batatas como fontes de energia.

“É energia de baixa voltagem, mas é suficiente para construir uma bateria que poderia carregar telefones celulares ou laptops em lugares onde não há rede de energia”, diz Rabinowitch.

A análise de custos que eles fizeram sugere que uma batata cozida ligada a placas de cobre e zinco pode gerar energia a um custo de US$ 9 por quilowatt-hora. O custo da energia gerada por uma pilha alcalina AA de 1,5 volt chega a ser 50 vezes maior. As lâmpadas de querosene – usadas em muitos ambientes remotos para iluminação – costumam ser seis vezes mais caras.


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