
“Injustiça” se mede pela número de inquéritos em que emergiram suspeitas contra Lula ou pelo número de interrogações que as notas oficiais do Instituto Lula deixaram sem resposta? Qual é o peso relativo das reformas feitas por empreiteiras-companheiras em imóveis associados Lula? O fato de as empreiteiras serem as mesmas que assaltaram a Petrobras é suspeito ou “é a coisa mais normal do mundo”, como disse o ex-ministro Gilberto Carvalho? Ao dar meia-volta na compra do triplex reformado às custas da OAS, sob a supervisão de Marisa Letícia, Lula arrependeu-se do elevador privativo ou teve medo das notícias que penduraram o imóvel do Guarujá de ponta-cabeça nas manchetes? A utilização de um sítio paradisíaco registrado em nome dos sócios do filhão Lulinha e equipado por pessoas e logomarcas encrencadas na Lava Jato é uma prova de que Lula é um sujeito acima de qualquer suspeita ou será necessário engolir novamente a tese segundo a qual o personagem é mesmo o tolo que não se cansa de repetir “eu não sabia”?
Dilma disse respeitar “muito a história do presidente Lula.” Ela soou peremptória: “Tenho certeza de que esse será um processo que será superado, porque acredito que o país, a América Latina e o mundo precisam de uma liderança com as características do presidente Lula.”
Por Josias de Souza



