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Robson Pires
03/mar/2009
ás 19:30
Publicado por Robson Pires na categoria

Estudo conclui altos níveis de desertificação no Seridó

Salvo uma pequena parte do Seridó ocidental, a região apresenta altos níveis de desertificação. Essa é uma das conclusões que serão apresentadas no projeto “Potencialidades e Vulnerabilidades Geoambientais no Seridó Norte-Rio- grandense: estudos para a organização sócio-ambiental do seu território”. O trabalho de pesquisa sobre o Seridó ocidental, comandado pelo geógrafo José Santino, de Alagoas, entra em fase de relatório. Passada a fase experimental, o professor agora redige suas primeiras impressões sobre a região. O trabalho deve ser concluído no final do mês de agosto.

Em trabalho interno, o professor, que voltou à sua terra natal no início do mês de fevereiro, depois de dois anos morando em Caicó, reúne os dados para a redação do relatório. O projeto investiga três grandes temas: desertificação, conservação da biodiversidade e turismo ecológico. Nas primeiras interpretações, o geográfico cita dados relevantes sobre a natureza e intervenção do homem na região ocidental do seridó.

De acordo com o professor, serão escritos três relatórios. Em suas conclusões, Santino afirma que a desertificação no Seridó atinge dois dos três níveis classificados pela Unesco: alta e moderada. “Dos sete municípios da região, a parte noroeste é a que está na moderada. Todas as demais estão com alto grau de desertificação”, diz o professor.

Sobre os fatores provocadores da desertificação, a antropogênica, causada pela intervenção do homem, atinge os três níveis na localidade, sendo classificadas como pouco grave, grave e muito grave. “A desertificação antropogência está espalhada por toda a região. Há pontos, não é por área. Dessa forma, vamos catalogar e fazer a demarcação através das imagens obtidas por satélite”, explica o doutor em geografia.

Com relação à vegetação, duas são as classificações: fisionômica e ecológica. A área toda é de caatinga, que é classificada também em três níveis: densa, aberta e parque. A delimitação das áreas deve ser fornecida em quilômetros quadrados no relatório final. Com metodologia própria, José Santino identifica a caatinga do sermi-árido, com base nos estudos e mapeamento bioclimático, em três níveis, mas ainda não há metodologia definida.

Também dentro do projeto, os atrativos turísticos são outros pontos observados. Nessa caso, atrativos naturais e antrópicos são citados. No natural, os principais são as áreas serradas com trilhas ecológicas e os “olhos de água” perenes, além das incrições rupestres, como atrativos físicos. Nos antrópicos, os casarões, as construções arquitetônicas, as igrejas e o artesanato são as principais atrações da região.

“Um ponto importante que merece destaque é o mapeamento das cavernas e das espécies botânicas que são relíquias paleoambientais, que são espécies remanescentes de quando a área era coberta por florestas tropicais e ainda podem ser encontradas na região”, declara o José Santino.

O trabalho de coleta de dados levou dois anos. O resultado do projeto deve ser publicado em livro e distribuído tanto no Brasil como no exterior. Sete são os municípios investigados: Ipueira, Jardim de Piranhas, São Fernando, São João do Sabugi, Serra Negra do Norte, Timbaúba dos Batistas e Caicó. A pretensão do trabalho é oferecer o diagnóstico e o zoneamento, inclusive com cartografia, dos três grandes eixos temáticos estudados.
Fonte: Diário de Natal


1 Comentário

  1. Emerson Alencar disse:

    Quando é que a sociedade vai dar importância à esses problemas ecológicos. O planeta Terra pede ajuda, e pouca gente percebeu isso.

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