
Questionado sobre seu futuro político nesta terça-feira (6), o ministro do Turismo Marx Beltrão demonstrou entusiasmo ao confirmar que pretende, sim, disputar uma das duas vagas de Alagoas no Senado Federal, em 2018. Em entrevista concedida à Rádio Gazeta AM,o integrante do PMDB que mais cresce politicamente em Alagoas avaliou que o afastamento de seu aliado e padrinho político Renan Calheiros (PMDB-AL) da Presidência do Senado da República pode representar “grande prejuízo para Alagoas”.
A reafirmação de Marx Beltrão sobre seu projeto ser senador pelo PMDB de Alagoas soa como uma afronta a Renan Calheiros, a essa altura do desgaste do seu padrinho, alvo de uma descumprida decisão provisória pelo afastamento, tomada na segunda-feira (5) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. As declarações foram feitas à rádio de propriedade da família do ex-presidente Fernando Collor (PTC), cujo mandato de senador vai até 2022.
Se não se tornar inelegível até 2018, por meio de uma não mais improvável condenação, Renan leva o desgaste político para sua campanha à reeleição. Ainda não se sabe se Renan ainda terá forças para impedir um concorrente à altura no próprio partido que preside em Alagoas. E Marx Beltrão parece saber que trilha um rumo inverso ao do provável aliado, em uma dobradinha permitida pela Legislação Eleitoral, mas que pode ser vetada pelo todo poderoso senador em decadência, se ainda lhe restarem forças daqui a um ano em meio.
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