Notas

O custo da campanha

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Imaginemos que o caro leitor queira se candidatar a deputado por Minas. É honesto, competente, mas não famoso, como Tiririca; e não tem um reduto próprio, como o sindicalista Paulinho da Força.

Terá de fazer campanha em 853 municípios, montar uma frota (cada carro com quatro funcionários, dois motoristas e dois pregadores de cartazes, em dois turnos), pagando pneus, combustível, seguro, consertos, alimentação e hospedagem de toda a equipe. Terá de imprimir cartazes anunciando a candidatura. Precisará de cabos eleitorais, sempre pagos.

Pense no custo. O voto distrital reduziria os gastos. Claro que o desenho dos distritos vai gerar chiadeira. Quem foi eleito pelo atual sistema não quer outro que possa lhe causar problemas. Mas ou muda o sistema ou cada candidato dependerá de doadores incapazes de decepcioná-lo – e bem capazes de cobrar por isso

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1 comentário em "O custo da campanha"

    José Alberto Brito (site)
    17/08/2017 às 07:12

    Infelizmente, essa é a atual Democracia Brasileira: Governo do Povo, contra o Povo e pelos maus políticos!
    Pelo que vimos até agora, o que de bom tem para o Povo Brasileiro, nessa reforma política?
    Quem souber, responda!
    É só uma pergunta!

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