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Robson Pires
17/abr/2010
ás 11:18
Publicado por Robson Pires na categoria

Os riscos que Iberê corre para sua campanha ao governo do Estado na avaliação de quem trata de sua doença

A repórter Luana Ferreira, que se encontra em São Paulo, SP, entrevistou para o Novo Jornal o oncologista Paulo Hoff do Hospital Sírio-Libanês que trata do câncer do governador Iberê Ferreira de Sousa. Confira os trechos da entrevista publicada no Novo Jornal edição deste sábado, 17:

Como é o plano de tratamento do governador?

O governador deve receber um total de seis semanas de tratamento. Depois, ele passa por um período de manutenção e observação. Ele recebe um conjunto de remédios. Alguns têm uma duração longa, que você faz agora e só repete no final. Outros têm uma duração mais curta e a gente repete semanalmente. O que faz o tratamento eficiente é a combinação. Não é que um seja mais forte e outro mais fraco, o que conta é o tempo em que ele fica no organismo do paciente. Mais para o final, na quinta semana, ele repete o esquema da primeira. São as duas semanas mais atarefadas.

Ele precisa fazer mais sessões depois?

Vamos continuar acompanhando o governador e ocasionalmente você faz pequenos ajustes no tratamento. Mas, a parte importante são essas seis semanas.

Como é o acompanhamento pós-sessão?

As avaliações vão ficando mais espaçadas com o tempo. No princípio, creio que será mensalmente, depois trimestralmente, semestralmente, anualmente até chegar um período de cinco anos, quando a gente libera ele completamente.

Quando ele pode ser considerado curado?

A cura depende o que você considera cura. Nós consideramos que ao fim desse tratamento ele estará livre da doença. A cura, normalmente como as pessoas veem, é a garantia de que o tumor não vai voltar. Isso, infelizmente, para tumores sólidos, leva tempo para que a gente tenha essa avaliação.

Há alguma restrição em relação em relação a atividade como governador?

As pessoas têm que fazer o que se sentem bem. Ao termino desse tratamento, não há nenhuma restrição médica a qualquer atividade. A atividade política é estressante para qualquer um. Se ele achar que está bem, e desejar esse tipo de atividade, ele pode ter.

Não tem problema ele fazer campanha?

Olhe, o que tem de gente que fez tratamento e está em campanha nesse país…

Alguma recomendação específica?

Não, porque espero do fundo do meu coração que ao fim dessas seis semanas ele não tenha mais doença. A principal recomendação é não fumar jamais. Como ele nunca fumou está no caminho certo. A gente faria várias recomendações aos nossos pacientes, e eu faria até para seus leitores. Sempre recomendamos que as pessoas se afastem de produtos com tabaco, especialmente cigarro; que bebam com muita moderação; que façam exercícios, porque isso tem impacto na formação e cura de tumores e especialmente para pessoas que tenham atividade com estresse; e alimentação. Está cada vez comprovado que a alimentação é um fator complementar: não é a alimentação que cura ou não cura. Mas uma alimentação saudável ajuda outros problemas cardíacos.

Há algum efeito colateral esperado?

Nós vamos fazer o máximo possível para que os efeitos colaterais sejam limitados e não atrapalhem as atividades do governador. Mas é sempre uma incógnita, nessas seis semanas sempre tem algum risco, e ocasionalmente os pacientes precisam de tratamento para uma infecção, por exemplo.


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Quarta, 18 de Outubro de 2017


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