
Carla Cristine Cunha, psicóloga do Hapvida, destaca que o descontrole sobre as finanças tanto reflete quanto piora um problema emocional, mas é preciso salientar que nem toda pessoa que tem um problema no orçamento tem um transtorno, de fato. “De um modo geral, poder comprar representa uma conquista pessoal, que gera prazer para todas as pessoas. Já os compradores compulsivos têm mesmo um distúrbio, pois eles buscam uma satisfação que não acaba e isso gera ainda mais frustração”, explica.
O transtorno do impulso é uma doença psiquiátrica. Mas existem outros problemas que podem se associar, como a depressão e a ansiedade. O cérebro tem um mecanismo que se assemelha a uma espécie de freio. É justamente nesse freio que está o defeito, o déficit, nas pessoas que têm descontrole para compras segundo a psicóloga do Hapvida Saúde.
O problema pode ser percebido quando o consumidor que age por impulso, via de regra, tem um problema de duração longa, que é quando a situação de compra fica o dia todo na cabeça da pessoa, o que leva a prejuízos no trabalho e no planejamento financeiro. “A sensação é de culpa ou remorso. Essa preocupação, em excesso, somada à perda do controle, às mentiras contadas à família e ao consumo como forma de superar uma dor, ou uma angústia, também são sinais importantes”, detalha Carla Cristine Cunha.
As consequências do comportamento compulsivo por compras vão desde prejuízos social, familiar e até profissional. Esse transtorno já é considerado um problema de saúde pública. O transtorno psiquiátrico e o endividamento impactam de forma agressiva na vida dos pacientes. “Alguns relatam que têm pensamentos suicidas porque não conseguem controlar os impulsos. O abalo emocional é muito grande, especialmente, por causa do envolvimento familiar. Muitos casamentos, por exemplo, são prejudicados por esse comportamento”, esclarece a psicóloga.
Sobre tratamentos para este transtorno Carla explica que existem tratamentos terapêuticos, acompanhados e guiados por profissionais da psicologia.



