Quem sabe de mim, sou eu!

— Robson Pires
15/nov/2009

Quem será o primeiro a abrir as cartas?


Por Robson Pires, em

cartasA disputa pré-eleitoral no Rio Grande do Norte está cada vez mais próxima de mostrar os rumos que os pré-candidatos tomarão para a eleição de 2010. A cada dia os novos acontecimentos atiçam as discussões sobre alianças e rompimentos entre as principais lideranças do estado.

Após o debate – ainda sem conclusão – sobre a posição que o PMDB tomará no estado em 2010, o fato novo que toma conta das conversas de corredores é a relação do deputado Robinson Faria (PMN) com a governadora Wilma de Faria e, consequentemente, com o vice-governador Iberê Ferreira. Todos aguardam a próxima ação.

Depois da demissão do diretor-geral do DER, Jader Torres, que era indicação de Robinson Faria no governo, o clima pesou ainda mais entre o deputado e Wilma. Ontem mesmo, Robinson teria agido de um modo que está sendo interpretado como retaliação: exonerou Fernanda Costa Bezerra, do cargo comissionado de Coordenadora de Serviços de Saúde e Assistência Social da Assembleia Legislativa (AL). Ela é mulher do ex-prefeito de Santa Cruz, Luiz Antônio Lourenço de Farias (Tomba), aliado de Iberê Ferreira.

Garantindo que mantém a candidatura ao governo, Robinson reuniu todos os deputados estaduais do PMN (Gesane Marinho, Antônio Jácome, Raimundo Fernandes e Ricardo Mota) durante a semana para discutir qual seria a melhor alternativa para o grupo e ele decidiu mesmo aguardar as “cartas” do lado governista.

Segundo os próprios deputados do PMN, tudo continua como antes. “Continuo confortável no governo, sim. Se não estivesse eu não ficaria. Mas continuo também apoiando o projeto do deputado Robinson para o governo”, é o que diz o deputado Raimundo Fernandes, que atualmente ocupa a secretaria de Articulação com os Municípios.

Além de Fernandes, outra importante indicação de Robinson Faria no governo é o presidente da Caern, Walter Gasi. Este, até o momento, permanece no cargo e mantém a participação do presidente da Assembleia no governo. A governadora Wilma de Faria, inclusive, chegou a pedir ao deputado que mantivesse o DER sob sua cota e indicasse o substituto de Jader Torres.

Contudo, Robinson Faria preferiu não fazer a indicação para a vaga – que deverá ser ocupada por um correligionário de Iberê Ferreira – e analisa as suas possibilidades. Atualmente, o deputado tem três alternativas: lançar candidatura alternativa (a terceira via), se aliar com o DEM e ser vice de Rosalba, ou se acomodar na base governista.

A primeira hipótese, da terceira via, não tem mais tanta força. Antes cogitada por Robinson e apoiada por João Maia (PR), a alternativa perdeu gás com o aparente recuo do presidente do PR, que permanece analisando o cenário político para decidir qual a viabilidade dos seus planos. O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), que também compõe (ou compôs) a Unidade Potiguar, está ao lado de Wilma.

Na opção de romper “definitivamente” com a base governista, o deputado poderia se aliar à senadora Rosalba Ciarlini (DEM), sendo, inclusive, o vice na chapa encabeçada pela líder nas pesquisas de opinião. Os membros do DEM vêm aguardando a definição da postura do deputado e trabalham para que Robinson mantenha a aliança que deu a vitória a Micarla de Sousa na disputa pela Prefeitura de Natal. Porém, no jogo de pôquer em que se transformou a situação de Robinson, ainda há a possibilidade de acomodação na base governista.

Apesar do desgaste, é intenção de grande parte da base governista que Robinson indique o vice de Iberê ou ele mesmo ocupe a vaga. No entanto, o deputado descarta compor a chapa com o candidato do PSB e demonstra que as relações com o governo estão estremecidas. Indicativo disso ocorreu no Twitter de Robinson, que utilizou a ferramenta para cobrar publicamente que a Sethas implantasse o Cidadão Sem Fome, projeto do deputado, nos 13 municípios previstos. Mesmo assim, o deputado não pretende tomar a iniciativa de romper.

Se por um lado Robinson estica a corda e não põe as cartas na mesa, por outro, Wilma e Iberê, que também precisam do apoio do deputado na eleição, aguardam a ação do aliado. Querem saber se ele está mesmo disposto a romper ou se está apenas blefando. Até o momento, o jogo continua com as cartas fechadas e Robinson não está disposto a abri-las agora. Enquanto isso, Rosalba assiste ao jogo na mesa ao lado – aguardando a companhia do deputado.

Nominuto.com


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Terça, 21 de Novembro de 2017


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