Quem sabe de mim sou eu!
Robson Pires
03/ago/2009
ás 13:34
Publicado por Robson Pires na categoria

Servidores da educação revoltados com Sinval Salomão

Grande parte de Florânia tem sofrido dias amargos por causa dos cinismos, das perseguições políticas a funcionários do efetivo, da falta de compromisso com as prioridades do Município e dos descasos com a administração pública, tão claros e tão evidentes nas ações do atual Prefeito. Suas posições acerca de quase tudo como “homem público” são virulentas ao ponto de entendermos porque muitos políticos nesse enorme país continuam a tratar um bem público, isto é, de todos, como se fosse deles. Como o nosso tem muitos por aí afora mexendo no dinheiro de todos como se fosse deles. É uma lástima e um atraso politicamente, uma vez que essas ações só fazem aumentar ainda mais o índice de políticos corruptos em nosso país.

E como se não bastasse, o pretenso Prefeito rejeita abertamente todas as propostas da classe dos professores do nosso município, no que diz respeito ao pagamento de uma pequena, diria até irrisória parcela de 25% do Piso Nacional do Salário de Professores como exigência da Lei Federal implementada pelo FUNDEB. Já era de se esperar, mais uma vez o gestor da cidade recusa-se a seguir as determinações legais. Parece estranho a um prefeito com formação de advogado viver desobedecendo a tantas Leis!

Diferentemente de outros gestores de nosso Seridó e até de nosso Estado, o de Florânia ainda não teve a honra, o dever de começar a pagar dignamente o Piso salarial dos Professores. Só pra termos uma ideia, enquanto Lagoa Nova paga integralmente o Piso, Currais Novos 75%, Florânia está muito atrás, pois já é mês de agosto, praticamente fim de ano, no entanto ainda não recebeu nada. A categoria, que já está no prejuízo quanto às negociações, luta junto ao Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação – SINTE – para amenizar o sofrimento na intenção de chegar a um justo consenso.

A luta é árdua, mas não imerecida. Pra frente com o Piso! Basta olharmos a nossa volta. As pessoas com quem convivemos, com quem partilhamos nossas necessidades. Prestemos atenção aos servidores públicos, inclusive, ao Prefeito. Do Prefeito ao Gari. Sim, o Gari, porque até para esta função, hoje em dia, presta-se concurso se quiser trabalhar. Um médico, um dentista, um vereador, um carteiro, um advogado… Todos nós um dia tivemos que passar pelas mãos cuidadosas de um Professor. Respeitem o Professor! Ele faz parte das várias etapas de formação de toda uma vida. O Professor devia, pelo cargo que assume, pela responsabilidade que tem em suas mãos de despertar nas pessoas e nos cidadãos inúmeras vocações, ganhar muito bem nesse país. No entanto, passa despercebida aos olhos descuidados de muitos o requinte dessa atividade que anda mal remunerada e desestimulada.

É preciso refletir esse momento em que estamos vivendo. Não podemos desprezar o cumprimento do Piso Nacional. A palavra de ordem é cumprir. Cumprir sim, pois nossa sociedade esperou ardentemente por um momento tão oportuno como este, de garantir os direitos justos aos nossos professores e, diga-se de passagem, a começar pelo SALÁRIO. O professor formado – que passou anos e anos queimando suas pestanas, preocupando-se com inúmeras teorias, com diferentes estudos, com intensas horas de estudo e de trabalho, tendo alguns até de sustentar a família nesse tempo – não pode, não deve, não tem o direito de achar que a classe dominante está com a razão. Essa postura não tem mais espaço no contexto político e social em que discutimos direitos e garantias. O Piso é direito garantido, só estamos querendo que se cumpra, e pronto!

A luta pelo cumprimento dessa garantia não é só dos professores, mas também de toda uma sociedade chamada Florânia. Pais e alunos estão conosco. A comunidade Escolar Municipal deve estar conosco. Acordemos e aumentemos nossa expectativa positiva em benefício de todos os professores da terra das Flores. Vale a pena reivindicar pelos Professores!

Terminamos essa discussão motivados pelas palavras de Paulo Freire numa entrevista que deu, certa vez, sobre os educadores quando ainda estava entre nós: “Hoje, como ontem, como amanhã, cabe à educadora, ao educador com sensibilidade histórica e política, encontrar os veios da ansiedade popular. Por mínimos que sejam esses veios, partindo deles, estará dado o salto, não apenas para o esclarecimento de ansiedades populares, que é a ansiedade de arrepiar esta sociedade numa perspectiva socialista, correta, democrática e profunda.”

Jackislandy Meira de M. Silva, Professor e filósofo.


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Sexta, 20 de Outubro de 2017


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