
A homologação da candidatura de Rafael Motta ao Senado pelo PDT, integrando a chapa majoritária encabeçada por Cadu Xavier (PT), não eliminou os sinais de desconforto existentes em setores do Partido dos Trabalhadores. A ausência de lideranças petistas de destaque, como a governadora Fátima Bezerra e os deputados federais Natália Bonavides e Fernando Mineiro e o próprio candidato a governador Cadu Xavier, foi interpretada por aliados e observadores políticos como um indicativo de que a resistência ao nome do pedetista permanece.
Antes mesmo da convenção, Natália Bonavides já havia tornado pública sua posição contrária à composição da chapa com Rafael Motta, defendendo outra estratégia para a disputa ao Senado. A manifestação evidenciou divergências internas sobre a aliança entre PT e PDT.
Entre os fatores que alimentam a resistência de parte da militância petista estão posições adotadas por Rafael Motta quando exerceu mandato de deputado federal, como o voto favorável ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff e o apoio à reforma trabalhista proposta durante o governo Michel Temer, cujo relator foi o então deputado Rogério Marinho. Para integrantes do chamado “PT raiz”, esses episódios continuam sendo lembrados e ajudam a explicar o desconforto que ainda cerca a candidatura de Rafael Motta, mesmo após sua homologação.











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