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Caicó: Dr. Tadeu vira cabo eleitoral cobiçado e terá força política testada nas urnas

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O prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, chega às eleições de 2026 carregando um capital eleitoral difícil de ignorar. Reeleito em 2024 com 26.716 votos, equivalentes a 74,93% dos votos válidos, o gestor passou a ser uma das principais lideranças políticas do Seridó e, consequentemente, um apoio bastante valorizado pelos candidatos que pretendem conquistar o eleitor caicoense.

Mas a eleição estadual também colocará à prova uma questão clássica da política: voto se transfere? Dr. Tadeu terá agora o desafio de transformar sua expressiva votação pessoal em votos para os candidatos que escolheu apoiar. Uma coisa é o eleitor confiar no prefeito para administrar Caicó; outra é seguir integralmente suas orientações para governador, Senado, deputado federal e deputado estadual.

Por isso, o desempenho dos candidatos apoiados por Dr. Tadeu será acompanhado com atenção. Se eles conseguirem votações expressivas em Caicó, o prefeito sairá das urnas ainda maior politicamente e com força ampliada no cenário estadual. Caso contrário, ficará demonstrado que os 74,93% conquistados por Tadeu pertencem muito mais ao próprio prefeito do que necessariamente ao grupo político que ele pretende conduzir em 2026.

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Notas

Walter Alves é contra eleição de dois em dois anos: “Eu acho ruim”

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O vice-governador Walter Alves (MDB), candidato a deputado estadual, deixou clara sua posição sobre o atual calendário eleitoral brasileiro: é contra eleições de dois em dois anos. Para Walter, a alternância entre eleições municipais e gerais prejudica principalmente quem ocupa cargos no Executivo, já que prefeitos e governadores acabam envolvidos permanentemente em processos eleitorais.

“Eu acho que dois em dois anos é ruim”, afirmou Walter. Ele defende a unificação das eleições e mandatos de cinco anos para todos os cargos eletivos. A proposta está em discussão no Congresso: a CCJ do Senado aprovou em 2025 uma PEC que prevê mandatos de cinco anos e eleições unificadas, mas a mudança ainda depende da tramitação constitucional no Congresso.

Na avaliação de Walter, o modelo atual interfere diretamente no ritmo administrativo. O gestor começa o mandato tentando organizar a máquina pública e, pouco tempo depois, já se vê novamente diante de outra campanha eleitoral. Para ele, eleições unificadas permitiriam um período maior de dedicação à gestão e acabariam com o ciclo eleitoral de dois em dois anos.

A posição de Walter é objetiva: eleição a cada dois anos, para ele, é ruim para a administração pública. A alternativa seria concentrar todas as disputas eleitorais em um único momento e estabelecer cinco anos de mandato.

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Eleições

Caicó pode dar votação expressiva a Álvaro mesmo com Dr. Tadeu no palanque de Allyson

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Uma das disputas mais interessantes da eleição em Caicó será medir até onde chega a capacidade de transferência de votos do prefeito Dr. Tadeu. O gestor está politicamente alinhado com Allyson Bezerra para o Governo, mas enfrenta uma particularidade: Álvaro Dias disputa justamente em sua terra natal, onde iniciou sua carreira política e mantém vínculos históricos. Allyson, inclusive, esteve recentemente em Caicó ao lado de Dr. Tadeu intensificando a disputa pelo eleitorado local.

As pesquisas realizadas no município mostram que esse confronto está longe de estar resolvido. Em julho, o Instituto Seta apontou Allyson com 37,2% e Álvaro com 33,4%. Pouco depois, a pesquisa Media/O Potengi apresentou um quadro bastante diferente: Álvaro apareceu com 40,2%, contra 21,2% de Allyson e 14,4% de Cadu Xavier.

É justamente aí que está o teste político. Dr. Tadeu possui força eleitoral e tentará transferi-la para Allyson, mas Álvaro tem em Caicó algo que nenhuma articulação de campanha consegue fabricar de uma hora para outra: história política e identificação com sua cidade de origem. Ele começou sua trajetória eleitoral no município, sendo eleito vice-prefeito em 1988.

Portanto, uma votação expressiva de Álvaro em Caicó, mesmo enfrentando a estrutura política do prefeito, terá um peso especial. As urnas dirão se prevalecerá a força atual de Dr. Tadeu ou a relação histórica de Álvaro Dias com o eleitor caicoense.

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Notas

Idade não é proposta: Rafael precisa dizer o que pretende fazer no Senado

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Rafael Motta (PDT) começa a explorar na campanha o fato de chegar aos 40 anos como um dos nomes mais jovens na disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte. A juventude pode ser uma característica pessoal e até uma marca eleitoral, mas, isoladamente, não representa proposta, experiência ou garantia de bom mandato. Rafael, aliás, não é um estreante: já foi vereador de Natal e deputado federal, além de ter disputado o Senado em 2022, quando terminou em terceiro lugar, com cerca de 385 mil votos.

A discussão mais relevante deveria ser outra: o que Rafael pretende fazer se chegar ao Senado? Quais projetos defenderá para o Rio Grande do Norte? Qual será sua posição sobre desenvolvimento econômico, segurança, saúde, infraestrutura, geração de empregos e os grandes temas nacionais? Existem parlamentares mais jovens e mais velhos com atuações reconhecidas ou criticadas pelo eleitor. A idade, por si só, não determina a qualidade de um mandato.

Portanto, apresentar juventude como diferencial pode fazer parte da estratégia eleitoral, mas não substitui conteúdo. Para convencer o eleitor, Rafael terá de mostrar propostas e explicar por que sua experiência política o credencia para uma cadeira no Senado. Afinal, certidão de nascimento mostra idade; currículo e propostas é que permitem ao eleitor avaliar uma candidatura.

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Notas

Pesquisa Metadata: Álvaro avança entre eleitores de Flávio Bolsonaro e até de Lula

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O cruzamento de votos da pesquisa Metadata/Grupo Dial revela um movimento interessante na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Entre os eleitores de Lula, Álvaro Dias passou de 13,8% em maio para 15,5% no levantamento atual. O crescimento indica que o candidato do PL consegue obter uma parcela do voto lulista, embora esse não seja naturalmente seu principal campo eleitoral.

É entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, porém, que Álvaro apresenta sua maior força. Segundo os dados divulgados, 42,2% dos eleitores de Flávio declaravam voto em Álvaro em maio; agora são 46,4%. Allyson Bezerra percorreu o caminho inverso nesse segmento, caindo de 36,6% para 32,5%. Cadu Xavier passou de 1,6% para 2,2%. Os números publicados sobre o cruzamento confirmam esse movimento.

O levantamento mostra, portanto, uma disputa importante dentro do eleitorado da direita. Álvaro ampliou sua participação entre os eleitores de Flávio Bolsonaro enquanto Allyson perdeu espaço nesse mesmo grupo. Ao mesmo tempo, o crescimento de Álvaro entre os eleitores de Lula, de 13,8% para 15,5%, sugere alguma penetração fora de sua base política mais identificada.

O retrato da Metadata reforça uma questão que deverá ser observada nas próximas pesquisas: até que ponto Álvaro conseguirá consolidar o eleitorado da direita sem ficar restrito a ele. Para Allyson, por outro lado, os dados indicam a necessidade de recuperar terreno entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, justamente onde Álvaro aparece como o maior beneficiário neste cruzamento.

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Notas

Polarização: tendência é Allyson ficar de fora do segundo turno

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A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte começa a apresentar sinais de que poderá reproduzir a polarização nacional. De um lado, Álvaro Dias (PL) busca consolidar o eleitorado identificado com a direita e contrário ao PT. Do outro, Cadu Xavier (PT), que adotou politicamente a marca “Cadu de Lula”, aposta justamente na força do presidente e do eleitorado de esquerda no Estado.

Essa divisão pode ganhar ainda mais força à medida que a campanha presidencial avance. Álvaro tem um campo ideológico claramente definido, assim como Cadu. Os dois poderão transformar a eleição estadual numa extensão da disputa nacional, levando para o RN o confronto entre direita e esquerda que marcou as últimas eleições brasileiras.

No meio dessa disputa está Allyson Bezerra (União Brasil). O candidato procura construir um caminho próprio, sem uma identificação nacional tão definida quanto seus dois principais adversários. O problema é que, numa campanha fortemente polarizada, o espaço do centro tende a ficar pressionado. Quanto mais Álvaro e Cadu conseguirem mobilizar seus respectivos campos, maior será o desafio de Allyson para evitar ficar de fora do segundo turno.

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Eleições

Eleitor de Cadu de Lula fecha com Samanda de Lula e isola Zenaide Maia, aponta pesquisa

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O cruzamento da pesquisa Metadata traz um dado importante para a disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte. Entre os 17,1% dos entrevistados que declaram voto em Cadu Xavier (PT) para governador, Samanda Alves aparece com 31,1% das preferências para o Senado, enquanto Zenaide Maia registra 15,1%. A diferença mostra que Samanda alcança mais que o dobro do percentual de Zenaide dentro do eleitorado de Cadu.

Politicamente, o número acende um sinal de alerta para Zenaide. Apesar de sua ligação com o governo Lula no Senado, a senadora disputa a reeleição fora do palanque petista no Rio Grande do Norte. Já Samanda está diretamente identificada com o PT, com Cadu e, principalmente, com Lula.

Nesse recorte da Metadata, o eleitor que escolhe Cadu para o Governo demonstra uma preferência muito mais forte por Samanda para o Senado. É uma indicação de que o chamado petista raiz tende a seguir a candidata do próprio partido: vota em Cadu para governador e vai de “Samanda de Lula” para o Senado.

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Eleições

Álvaro Dias e Cadu de Lula ‘espremem’ Allyson Bezerra

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O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, promovido pela Band RN, deixou sinais de que a campanha poderá caminhar para uma polarização cada vez mais forte. De um lado, Álvaro Dias (PL), representando o campo da direita; do outro, Cadu Xavier (PT), o “Cadu de Lula”, identificado diretamente com o projeto petista e com a continuidade do grupo da governadora Fátima Bezerra. O debate foi marcado por confrontos, críticas a governos anteriores e ataques entre os candidatos.

A tendência ganha importância porque a disputa nacional também deverá exercer forte influência sobre a eleição potiguar. Álvaro busca reunir o eleitorado de direita e de oposição ao PT, enquanto Cadu aposta na força eleitoral de Lula no Rio Grande do Norte para consolidar o campo da esquerda. Não por acaso, Álvaro já vinha defendendo desde o ano passado que a sucessão estadual seria marcada justamente pelo confronto entre esses dois campos políticos.

Allyson Bezerra continua competitivo e não pode ser retirado dessa disputa. Mas o debate mostrou o risco que sua candidatura enfrenta caso a eleição estadual seja contaminada pela polarização nacional. Quanto mais direita e esquerda ocuparem o centro da campanha, maior poderá ser o espaço eleitoral de Álvaro e Cadu — e menor o terreno disponível para quem tenta construir um caminho fora desses dois polos.

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