
A declaração do senador Styvenson Valentim sobre o trabalhador do interior do Rio Grande do Norte continua rendendo — e agora sobrou até para a turma da cachaça.
Durante sabatina na Fiern, ao reclamar da dificuldade de encontrar mão de obra para a construção civil no interior, Styvenson afirmou que “o caba não quer trabalhar” e, em seguida, disparou a frase que provocou reação: “Ele trabalha de terça a quarta. O resto é tomando cachaça”.
A generalização caiu muito mal entre trabalhadores e moradores do interior. Nas redes sociais, a fala virou motivo de críticas, ironias. Até grupos de cachaceiros estão sendo criados, segundo relatos que circulam, com uma espécie de resposta ao senador: “O grupo da cachaça não vota mais em Styvenson”.
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Ora, se a intenção era reclamar da falta de mão de obra, o tiro político pode ter saído pela culatra. Afinal, trabalhador do interior também vota. E quem gosta de tomar sua cachacinha no fim de semana também.
Styvenson acabou colocando no mesmo copo o trabalhador que acorda cedo, enfrenta sol, pega no pesado e, eventualmente, gosta de tomar uma dose. Ao generalizar, abriu espaço para que muita gente se sentisse chamada de preguiçosa e cachaceira.
Agora, os “biriteiros” e “cachaceiros” estão dando o troco nas redes. Se a brincadeira virar voto — ou melhor, falta de voto —, Styvenson poderá descobrir que mexer com a cachaça alheia em plena campanha não é exatamente um brinde à reeleição.
Como se diz pelo interior: pode tomar uma, senador. Só não precisava mexer com quem toma. E nem querer o voto. Já perdeu.










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