
A governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou que poderá “avaliar” um eventual convite para integrar um quarto governo do presidente Lula. A declaração chega a ser curiosa. “Avaliar” significa que ainda vai pensar se aceita ou não.
Convenhamos: quem é que recebe um convite para ser ministro da República, ainda mais de um presidente do próprio partido e aliado político de décadas, e trata o assunto como se precisasse consultar a agenda?
A possibilidade ganhou força depois da passagem de Lula pelo Rio Grande do Norte, quando apoiadores chegaram a gritar “ministra” durante compromissos em Macaíba e Natal. Fátima, naturalmente, preferiu manter o suspense.
Mas fica a brincadeira: terminando seu ciclo no Governo do RN e ficando sem mandato, Fátima vai mesmo esnobar um convite de Lula? Vai voltar para Nova Palmeira, sua terra natal na Paraíba? Ou pretende retornar à sala de aula como professora?
Se Lula IV realmente acontecer e o convite aparecer, essa “avaliação” de Fátima talvez não demore nem o tempo de um cafezinho.
Porque uma coisa é dizer que vai avaliar. Outra é aparecer na frente um ministério esperando por ela.












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